Extração de dente: quando é necessária e como se preparar para o procedimento

Reading Time: 5 minutesA extração dentária é um procedimento comum, mas que costuma gerar dúvidas e preocupações. Por isso, os dentistas priorizam outras formas de tratamento, antes de recorrer à remoção.  No entanto, em alguns casos, ela é necessária para prevenir complicações, como infecções, dor de dente persistente e danos à arcada dentária. Neste artigo, você verá em

Por: admin
Atualizado em: 25/03/2025
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A extração dentária é um procedimento comum, mas que costuma gerar dúvidas e preocupações. Por isso, os dentistas priorizam outras formas de tratamento, antes de recorrer à remoção. 

No entanto, em alguns casos, ela é necessária para prevenir complicações, como infecções, dor de dente persistente e danos à arcada dentária.

Neste artigo, você verá em quais situações a extração é recomendada, como o procedimento é feito e quais cuidados tomar antes e depois. Com essas informações, será mais fácil enfrentar esse momento com segurança e tranquilidade. Confira!

O que é a extração de dente?

A extração de dente é uma intervenção odontológica na qual a dentição é removida do osso alveolar, que sustenta a boca.

Essa remoção ocorre por diversos motivos, entre eles cáries, infecções, coroas fraturadas, doenças periodontais e problemas de alinhamento, como nos casos de sisos mal posicionados.

O processo é feito sob anestesia local, e o pós-operatório exige cuidados especiais para evitar episódios de dor e má cicatrização.

Quando é necessária a extração de dente?

A necessidade de extração vem acompanhada de sintomas que indicam danos irreversíveis ou risco à saúde bucal. 

Por isso, se você está sentindo um ou mais desses sintomas, é essencial procurar um dentista para avaliação. 

Quanto mais cedo o problema for identificado, maiores as chances de evitar a retirada. Alguns dos principais sinais de que a dentição precisa ser extraída incluem:

  • Dor intensa: ela pode ser constante ou piorar ao mastigar, e indica cáries, infecção ou danos estruturais. Assim, se não melhorar com analgésicos ou tratamentos convencionais, será necessária a remoção;
  • Inchaço na gengiva ou rosto: pode ser um sinal de infecção dentária ou abscesso, sendo acompanhado por vermelhidão, dor ao toque e, em alguns casos, pus;
  • Sangramento gengival: gengivas que sangram facilmente indicam doença periodontal avançada, que pode levar à perda dentária. Se o dente já estiver mole, devido à perda óssea, a remoção será necessária;
  • Sensibilidade exagerada: infecções profundas ou raízes comprometidas causam desconforto intenso em contato com alimentos quentes, frios ou doces. Se a sensibilidade for extrema e persistente, pode indicar necessidade de retirada;
  • Mobilidade dentária: caso a dentição esteja mole sem uma causa aparente (como um trauma recente), pode ser um sinal de doença periodontal avançada. A perda do suporte ósseo torna a retirada a melhor opção;
  • Mau hálito e gosto ruim na boca: inflamações e abscessos liberam pus, causando um gosto ruim na boca e mau hálito persistente. Quando o problema não for resolvido com tratamentos conservadores, deverá ser feita a retirada;
  • Dores de cabeça ou mandíbula: sisos impactados ou problemas de mordida causam tensão na mandíbula, levando a incômodos frequentes. Nesses casos, a retirada alivia o desconforto e previne complicações futuras.

Quais condições dentárias requerem uma extração?

A extração do dente é necessária quando a estrutura está comprometida e não pode ser restaurada. As principais causas desse dano são:

  • Cárie extensa e danos incorrigíveis: quando a cárie atinge a polpa e não pode ser tratada com restauração ou tratamento de canal, bem como as fraturas dentárias, que comprometem a estrutura de forma irreversível;
  • Infecções e doenças periodontais: infecções graves se espalham para outras partes do corpo. Já a doença periodontal avançada causa perda óssea e mobilidade;
  • Sisos ou terceiros molares: eles são muito perigosos quando estão inclusos ou impactados, causando dor ou afetando a dentição aproximada. Além disso, se não há espaço suficiente na arcada, causam desalinhamento;
  • Problemas ortodônticos: neste caso, o dente é retirado para criar espaço para a movimentação da arcada durante um tratamento ortodôntico. Entre eles estão os supranumerários (dentes extras), que prejudicam o alinhamento correto da arcada.
  • Trauma ou lesões graves: dentição que sofreu impactos severos e não pode ser restaurada.

Qual é a diferença entre a extração simples e a cirúrgica?

A extração simples ocorre quando o dente está totalmente visível e pode ser removido sem incisões na gengiva ou remoção óssea. 

Realizada sob anestesia local, ela utiliza fórceps e alavancas para desprender e retirar com facilidade. É indicada para casos de cáries, fraturas ou problemas periodontais, com recuperação rápida.

Já a cirúrgica é indicada para dentes inclusos, parcialmente erupcionados ou quebrados abaixo da gengiva, exigindo um procedimento mais invasivo. 

O dentista faz uma incisão e, se necessário, remove parte do osso ao redor. Em alguns casos, a coroa e as raízes são divididas para evitar danos aos tecidos. 

Esse procedimento é comum em sisos impactados e requer um período de recuperação maior, com inchaço, pontos e repouso nos primeiros dias.

Saiba mais: Como fazer a higiene bucal após cirurgia ou remoção de dentes?

Como é o procedimento de extração de dente?

A extração do dente começa com a avaliação do dentista, que analisa exames de imagem para verificar a posição dentária e as condições das estruturas ao redor. Em seguida, seguem as etapas:

  1. Anestesia local: para garantir que o paciente não sinta desconforto durante o processo. Em casos mais complexos, como a cirurgia de dente impactado, é usada sedação consciente ou anestesia geral;
  2. Procedimento simples: o dentista utiliza um elevador odontológico para soltar e, em seguida, um fórceps para puxá-lo delicadamente para fora;
  3. Processo cirúrgico: se estiver incluso ou quebrado abaixo da gengiva, o profissional faz uma incisão e remove parte do osso ao redor. Se necessário, a dentição é cortada em partes menores para facilitar a retirada;
  4. Controle do sangramento e sutura: após a remoção, a área é limpa para prevenir infecções. Em casos cirúrgicos, a gengiva é fechada com pontos. Por fim, uma gaze é aplicada para conter o sangramento inicial.

Quais os cuidados após extrair um dente?

Nos primeiros dias, mantenha a gaze sobre o local por 30 a 60 minutos, trocando se necessário para conter o sangramento. Evite enxaguar a boca com força nas primeiras 24 horas para não remover o coágulo e prevenir a alveolite seca. 

Também é recomendável não cuspir, usar canudos ou fazer esforço físico, pois isso pode agravar o sangramento e atrasar a cicatrização. Para reduzir o inchaço, aplique gelo no rosto por 10 a 15 minutos. 

A alimentação deve ser mole e fria, evitando itens quentes, duros ou ácidos. Siga a prescrição para analgésicos e anti-inflamatórios e, em caso de dor intensa, sangramento excessivo ou mau cheiro, procure um profissional imediatamente.

Qual o tempo de repouso depois da extração de um dente?

O tempo de repouso depende da complexidade do caso. Em geral, recomenda-se evitar esforço e atividades físicas intensas por 24 a 48 horas. 

Em extrações simples, a recuperação é rápida, permitindo retomar atividades leves no dia seguinte. Já nas cirúrgicas, como a remoção do siso, o repouso pode variar de 3 a 7 dias, principalmente em casos de inchaço ou pontos cirúrgicos.

Como limpar a região que o dente foi removido?

Nas primeiras 24 horas, evite enxaguar a boca para não remover o coágulo. Depois, faça bochechos suaves com água morna e sal ou o enxaguante indicado. Ao escovar, siga as seguintes ações:

  1. Usar uma escova de cerdas macias para escovar a arcada ao redor da área, sem tocar diretamente na ferida;
  2. Não usar enxaguantes com álcool para evitar irritação na região sensível;
  3. Evitar cuspir com força para não deslocar o coágulo e atrasar a cicatrização;
  4. Mantenha uma boa higiene bucal geral, limpando a arcada normalmente para evitar infecções.

Quanto tempo demora para cicatrizar um dente arrancado?

O tempo de cicatrização depende da complexidade do procedimento e das condições do paciente. A gengiva costuma cicatrizar em 7 a 10 dias, com um fechamento significativo da região. 

Já a recuperação total do osso e dos tecidos profundos pode levar de 3 a 6 meses, especialmente em extrações mais complexas, como a do siso.

Existem riscos associados à extração de dente?

A extração dentária é um procedimento comum, mas pode causar complicações como infecções, sangramento excessivo e alvéolo seco (osteíte alveolar). 

As infecções ocorrem quando a higienização oral é inadequada, enquanto o alvéolo seco resulta da perda do coágulo que protege a área, provocando dor intensa. 

Além disso, há risco de lesões nos dentes vizinhos, nervos ou tecidos gengivais, além de dor e inchaço, exigindo o uso de analgésicos e anti-inflamatórios. A remoção de molares superiores pode levar à comunicação buco-sinusal devido à proximidade das raízes com os seios maxilares.

Quanto custa um procedimento de extração dentária?

O custo da extração dentária varia conforme a localização, a complexidade do procedimento, a experiência do dentista e a clínica. 

Em média, uma remoção simples custa entre R$ 150 e R$ 500, enquanto extrações cirúrgicas, mais complexas, ficam entre R$ 600 e R$ 1.500 ou mais. Para um orçamento preciso, é ideal consultar um dentista ou clínica, incluindo possíveis custos extras, como exames e anestesia.

A extração dentária é um procedimento adotado apenas quando necessário para preservar a sua boca e evitar problemas mais graves. Quer cuidar melhor dos seus dentes? Um plano odontológico acessível ajuda a prevenir complicações e a manter seu sorriso saudável.

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