Principais tendências de tecnologia em saúde

Reading Time: 2 minutesA Covid-19 mudou irreversivelmente o setor de saúde. Na emergência sanitária, a tecnologia ganhou um impulso tremendo e ainda mais relevância nas organizações e na vida das pessoas. A expertise em tecnologia tem sido uma demanda imperiosa do mercado, de maneira geral. “Talvez a principal tendência tecnológica em curso não seja necessariamente técnica, mas conceitual:

Por: admin
Atualizado em: 01/02/2021
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A Covid-19 mudou irreversivelmente o setor de saúde. Na emergência sanitária, a tecnologia ganhou um impulso tremendo e ainda mais relevância nas organizações e na vida das pessoas.

A expertise em tecnologia tem sido uma demanda imperiosa do mercado, de maneira geral. “Talvez a principal tendência tecnológica em curso não seja necessariamente técnica, mas conceitual: o empowerment do CIO para viabilizar e fortalecer a digitalização e a transformação digital dentro da cadeia de saúde”, afirma Guilherme S. Hummel, coordenador científico do HIMSS@Hospitalar Forum e head mentor do eHealth Mentor Institute (EMI).

Para Hummel, os responsáveis pelos sistemas de tecnologia da informação, chamados no jargão corporativo de CIOs (Chief Information Officers), eram acionados, particularmente, quando surgiam suspeitas de vazamento de dados e ataques de hackers. “Hoje, sem eles, um hospital é uma pálida tentativa de ser uma unidade assistencial viável. Sem um CIO seria impossível, por exemplo, colocar no ar, em menos de três meses, ‘workstations de telemedicina’ para atender a milhares de pacientes diariamente, como aconteceu em 2020.”

No ano marcado pela pandemia, de fato, as equipes de TI puseram em prática diversas ferramentas e recursos inovadores que vão continuar a evoluir. Selecionamos algumas tendências na saúde para 2021.

Telessaúde

O boom da telessaúde (ou telemedicina) em 2020 foi uma amostra de como a tecnologia alcança todos os atores e traz benefícios, sobretudo, aos pacientes. As ferramentas digitais foram fundamentais para contribuir com o isolamento social e evitar aumento de contágios pelo coronavírus. A partir daí, houve mais compreensão e valorização da digitalização do setor de saúde. 

O atendimento remoto continuará a se expandir. Diversas ferramentas em digital health surgirão e sofrerão aprimoramento. Ganharão força ferramentas de monitoramento remoto de pacientes (RPM; sem inglês, Remote Patient Monitoring). Dessa forma, pessoas que tiverem alta hospitalar, por exemplo, continuarão a ser acompanhadas em tempo real pela equipe médica. 

Inteligência artificial 

Prosseguirá como uma forte tendência. Inteligência artificial está presente em tudo. A interação dos pacientes com os serviços de saúde e as próprias atividades online das pessoas já fornecem grande quantidade de dados a respeito de cada indivíduo. A partir disso, é possível ter um retrato fiel dos casos e promover as intervenções de saúde com mais precisão.   

“As camadas de inteligência artificial passaram a ser imprescindíveis em quaisquer aplicações utilitaristas, que vão desde o EHR (Electronic Health Record, ou prontuário eletrônico), passando pela Telemedicina Aplicada (atendimento remoto), pelas Máquinas de Aprendizado Administrativo e Organizacional, até chegar aos Sistemas de Suporte à Decisão Clínica”, afirma Hummel. 

Ciência de dados e análise preditiva

As estratégias de análise de dados (data analytics) vão se aprimorar e serão cada vez mais utilizadas.

Os dados estruturados podem servir para análise preditiva de doenças e de sintomas, entre outras funções. Também são utilizados em planejamento e gerenciamento de ações de saúde pública – por exemplo, para organizar e rastrear a vacinação da Covid-19.

As operadoras de saúde intensificarão o uso de tecnologia preditiva para compreender e calcular melhor os riscos (prever custos de exames, internações, etc). 

Realidade virtual

O fechamento de salas de aula durante a pandemia ressaltou a utilidade da realidade virtual. As opções incluem programas de treinamento cirúrgico realistas em universidades e hospitais, experiências clínicas complementares para estudantes, distração para o controle da dor em pacientes e até mesmo a capacidade de visualizar imagens com uma perspectiva nova e detalhada. 

De acordo com a revista Healh Tech, médicos do George Washington University Hospital recentemente usaram a realidade virtual para analisar o pulmão de um paciente com o novo coronavírus.

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