Câncer de mama: a orientação ao paciente faz diferença

Reading Time: 2 minutesÉ fato que a força do movimento Outubro Rosa reflete positivamente na saúde das mulheres. Afinal, se detectado no início, o câncer de mama, principal neoplasia que acomete o sexo feminino em todo o mundo, tem 95% de chances de cura, de acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). As campanhas que despertam a

Por: admin
Atualizado em: 28/09/2021
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É fato que a força do movimento Outubro Rosa reflete positivamente na saúde das mulheres. Afinal, se detectado no início, o câncer de mama, principal neoplasia que acomete o sexo feminino em todo o mundo, tem 95% de chances de cura, de acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

As campanhas que despertam a atenção da população para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce dizem respeito também ao autocuidado. Para Elsi de Carvalho Oliveira, médica de família da Seguros Unimed, esse é um aspecto que deve estar na conversa entre médicos de todas as especialidades e pacientes. “Os principais fatores para orientarmos os pacientes se encontram na prevenção. Quando falamos em prevenção do câncer de mama, nos referimos também ao autocuidado”, diz.

A médica enfatiza que nem todas as pessoas que possuem muitos fatores de risco estão fadadas ao diagnóstico, mas é preciso prevenir o câncer combatendo os fatores de risco.

Os principais fatores de risco para o câncer de mama são:

  • história familiar/genética,
  • menarca precoce (antes dos 12 anos),
  • menopausa tardia (após 55 anos),
  • nuliparidade,
  • primeira gestação após 30 anos de idade,
  • obesidade (principalmente no climatério),
  • uso regular de álcool,
  • exposição prévia a radiações ionizantes.

Orientação, exame clínico e mamografia

Os sinais de alerta devem ser relembrados aos pacientes nas consultas, como nódulo na mama (geralmente endurecidos e indolores), secreção nos mamilos e alteração da pele na região das mamas (aspecto de casca de laranja) e nódulos nas axilas. No entanto, as visitas periódicas ao ginecologista são a maneira mais segura de prevenção

Os principais meios de detecção precoce são:

  • exame clínico das mamas (recomenda-se, pelo menos, uma ida por ano ao ginecologista ou médico de família para ter as mamas examinadas a partir dos 40 anos de idade),
  • mamografia bianual após os 50 anos, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).
  • ultrassom, se necessário, em mulheres com mamas muito densas ou mais jovens, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

“Em caso de suspeita de câncer, o paciente precisa ser encaminhado ao especialista mastologista”, relembra Elsi.

Câncer e covid-19

A pandemia afetou profundamente o diagnóstico e tratamento de doenças crônicas como o câncer. Estimativas apontam que houve redução de até 30% no diagnóstico de novas neoplasias.

O número de mamografias realizadas na rede pública em mulheres entre 50 e 69 anos diminuiu 42% em 2020 na comparação com o ano anterior, caindo de 1.948.471 em 2019 para 1.126.688 no ano em que a pandemia começou.

Calcula-se que a diferença de 800 mil exames não realizados no ano passado deve representar cerca de 4 mil casos de câncer de mama não diagnosticados em 2020, considerando estimativas da taxa de detecção da doença nas mamografias digitais (em média de 5 casos detectados para 1.000 exames).

Por isso, o Outubro Rosa adquire mais importância do que nunca para as entidades e os profissionais de saúde. Em uma crise sanitária prolongada como a provocada pelo coronavírus, a orientação para a prevenção e o controle das demais doenças não podem ser adiados.

Como surgiu a campanha?

O movimento teve início nos Estados Unidos, em 1990, com um evento chamado Corrida pela Cura, cujo objetivo era arrecadar fundos para a instituição Susan G. Komen Breast Cancer Foundation. Os participantes recebiam um laço rosa, como uma referência aos sobreviventes do câncer.

A primeira iniciativa no Brasil referente ao Outubro Rosa ocorreu em 2002, quando o Obelisco do Ibirapuera recebeu uma iluminação cor-de-rosa.

Hoje, o movimento inspira e mobiliza empresas, escolas e instituições de saúde no mundo todo, além de estar maciçamente presente nas redes sociais. A prevenção depende de todos.

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