Depressão pós-parto x baby blues: entenda a diferença

Reading Time: 2 minutesTanto a depressão pós-parto quanto o chamado “baby blues” são condições comuns que afetam as mulheres após o nascimento do bebê. Vamos entender um pouco melhor cada uma delas para ajudar as mães a superarem estes momentos críticos? BABY BLUES OU BLUES PÓS-PARTO O que é: estado de humor depressivo e passageiro que atinge cerca

Por: admin
Atualizado em: 18/09/2023
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Tanto a depressão pós-parto quanto o chamado “baby blues” são condições comuns que afetam as mulheres após o nascimento do bebê. Vamos entender um pouco melhor cada uma delas para ajudar as mães a superarem estes momentos críticos?

BABY BLUES OU BLUES PÓS-PARTO

O que é: estado de humor depressivo e passageiro que atinge cerca de 80% das mulheres.

Quanto tempo dura: começa 2 ou 3 dias depois do parto e dura até duas semanas.

Sintomas: mudanças de humor, choro fácil, irritabilidade e fragilidade emocional.

Causa: flutuações hormonais, estresse e dificuldade para se adaptar às novas responsabilidades da maternidade.

Gravidade: não interfere na capacidade da mãe de cuidar do bebê ou dela mesma. Com acolhimento e apoio familiar, a mulher supera este período difícil. Fazer um pré-natal focando também no lado psicológico e trabalhando as questões emocionais do pós-parto pode dar mais segurança para as mães. 

DEPRESSÃO PÓS-PARTO 

O que é: um transtorno de humor mais grave e duradouro.

Quanto tempo dura: pode aparecer nas primeiras semanas ou meses após o parto e durar até 2 anos. 

Sintomas: as reações emocionais são mais intensas do que as do blues pós-parto, como tristeza intensa, dificuldade para realizar as atividades da rotina, alterações no apetite e no sono, sentimentos de desesperança ou culpa e, em casos graves, pensamentos suicidas. 

Causa: alterações hormonais, fatores genéticos, estresse, falta de apoio social e história de depressão ou ansiedade prévia.

Gravidade: interfere na capacidade da mãe de cuidar de si mesma e do bebê, bem como o relacionamento com o parceiro e outros familiares. Pode ter como consequências uma menor interação entre a mãe e o bebê, prejuízos no desenvolvimento dele, desistência da amamentação e até o suicídio materno.

O diagnóstico precoce é fundamental para o bem-estar da mãe e do filho, assim como o tratamento adequado da depressão pós-parto, que pode incluir acompanhamento com o médico psiquiatra, medicação, psicoterapia e apoio psicossocial.

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