Síndrome pós-covid: os principais sintomas e como diagnosticar com rapidez

Reading Time: 3 minutesMesmo após mais de 1 ano do início da pandemia, a doença provocada pelo vírus Sars-CoV-2 ainda é considerada “nova” pela comunidade científica. Aos poucos, médicos e estudiosos da área vão fazendo novas descobertas sobre a covid-19. Uma delas é que as pessoas recuperadas após um quadro leve, moderado ou grave podem desenvolver sequelas das

Por: admin
Atualizado em: 03/09/2021
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Mesmo após mais de 1 ano do início da pandemia, a doença provocada pelo vírus Sars-CoV-2 ainda é considerada “nova” pela comunidade científica. Aos poucos, médicos e estudiosos da área vão fazendo novas descobertas sobre a covid-19.

Uma delas é que as pessoas recuperadas após um quadro leve, moderado ou grave podem desenvolver sequelas das mais variadas. Um estudo recente, feito pela USP (Universidade de São Paulo), mostrou que 60% dos pacientes sentem sintomas como fraqueza, problema de concentração, fadiga e falta de ar após um ano de alta hospitalar por covid-19.

Para esse grupo de sintomas se dá o nome de síndrome pós-covid ou covid longa (long covid, em inglês), considerada uma doença pós-viral que é mais prevalente do que se imaginava inicialmente.

O que os pesquisadores descobriram é que o vírus contamina muito além das células localizadas nas vias respiratórias superiores (nariz, traqueia e garganta). O coronavírus atinge também as vias respiratórias inferiores, onde ficam os alvéolos pulmonares. Com isso, ele consegue acesso à corrente sanguínea e pode, então, causar problemas em diversos órgãos. 

Quais são os principais sintomas?

A síndrome pós-covid, por vezes, pode apresentar sinais distintos e parecidos com os de outras doenças. Por isso, é importante perguntar, em primeiro lugar, se o paciente já foi infectado pelo coronavírus anteriormente. 

Um estudo publicado em 9 de agosto deste ano, no periódico Scientific Reports, reuniu 55 sintomas da síndrome pós-covid. Os 5 mais comuns foram:

  • fadiga (58%);
  • dor de cabeça (44%);
  • dificuldade de atenção (27%);
  • queda de cabelo (25%);
  • dispneia (24%).

Nesse mesmo estudo, foram identificados sintomas que vão muito além dos que atingem as vias respiratórias. Veja alguns deles:

  • falta de ar;
  • perda de paladar;
  • perda do olfato;
  • falta de ar após atividade;
  • tosse;
  • dor no peito e desconforto;
  • dor nas articulações;
  • perda de memória;
  • zumbido no ouvido;
  • ansiedade;
  • depressão;
  • perda de peso;
  • problemas digestivos;
  • aumento da frequência cardíaca.

Como fazer diagnóstico com rapidez

Quando os pacientes ficam internados, o ideal é que o hospital explique para eles quais devem ser os cuidados após esse momento mais “crítico” da doença – sobretudo para quem ficou em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Isso torna o diagnóstico mais fácil de ser feito, uma vez que aquela pessoa já terá o histórico do hospital.

A depender das sequelas da pessoa, é possível que ela procure diretamente um especialista, como um pneumologista ou um cardiologista (que recebe as queixas de fraqueza, palpitações etc.). 

Mas caso ele vá a um clínico geral ou médico de família, é importante que o profissional fique atento aos sinais e às queixas relatadas de forma geral, com uma escuta ativa. Se necessário, o mais indicado é recomendar um especialista. Isso também depende, claro, dos sintomas que o paciente trouxer. Veja alguns exemplos:

  • Pneumologista

Sintomas como dificuldade para respirar, tosse em excesso, além de outras queixas respiratórias. A avaliação desses pacientes pode ser feita por meio de testes como a oximetria de pulso, a tomografia de tórax e, funcionalmente, pelo Peak Flow Test mais o teste de caminhada de seis minutos.

  • Cardiologista

Sintomas como dispneia, dor no peito, falta de ar em atividades físicas, arritmias cardíacas, entre outros. Pacientes com essas queixas devem ser avaliados por ecocardiografia e/ou eletrocardiografia, por exemplo. 

  • Neurologista

Sintomas como dor de cabeça, perda de memória e de concentração, perda de olfato (dependendo do caso, pode também ser tratada por um otorrinolaringologista) etc. Em casos de depressão, ansiedade e insônia, a orientação pode ser ir a um psiquiatra. Além da conversa, exames de imagem podem auxiliar no diagnóstico. 

  • Dermatologista

As queixas de perda de cabelo são altas, além de outras alterações na pele. A condução do profissional necessita de uma avaliação de deficiências nutricionais, como vitaminas e oligoelementos, que podem potencializar os efeitos prejudiciais.

Abordagem multidisciplinar é o mais indicado

Por ser uma doença multissistêmica, o atendimento geralmente é realizado por diversos especialistas, que vão desde fisioterapeutas, pneumologistas até psicólogos e profissionais de educação física.

Juntos, eles vão entregar a melhor estratégia de reabilitação para o retorno do paciente às suas atividades habituais. O mais importante é escutar as queixas do paciente e oferecer-lhe um atendimento geral. 

Pensando nisso, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) organizaram um documento com um alerta sobre as complicações da covid-19, principalmente meses após a infecção. Nesse artigo, há orientações de manejos para profissionais de saúde e autoridades nacionais.

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