Sua clínica mais “verde”

Reading Time: 3 minutesNo Brasil, são geradas quase 80 milhões de toneladas de lixo por ano. Cerca de 10% desse volume não é coletado e mais de 40% do que é recolhido vai para aterros e lixões inadequados, alerta a Abrelpe – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais. O mau uso de recursos naturais,

Por: admin
Atualizado em: 09/01/2017
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No Brasil, são geradas quase 80 milhões de toneladas de lixo por ano. Cerca de 10% desse volume não é coletado e mais de 40% do que é recolhido vai para aterros e lixões inadequados, alerta a Abrelpe – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais.

O mau uso de recursos naturais, como a água, também é assustador. Cerca de 37% de toda a água tratada no país é desperdiçada, um volume anual suficiente para encher seis sistemas Cantareira, segundo o Instituto Trata Brasil.

No trabalho, pequenas atitudes podem ajudar a diminuir o impacto no ambiente e a conscientizar funcionários, criar cultura de sustentabilidade e atender a uma demanda crescente de clientes por prestadores de serviços mais conscientes.

O Conexão Seguros Unimed traz 10 ideias para tornar sua clínica mais engajada ecologicamente. Confira:

 

1 – Transporte

Sua clínica têm vagas para carros, mas não para bicicletas? Repense o espaço para garantir que seu paciente (e você mesmo!) possa utilizar formas menos poluentes de transporte. Se possível, prefira instalações em locais de fácil acesso ao transporte coletivo.

 

2 – Coleta seletiva

Separe os resíduos orgânicos e recicláveis em recipientes destinados para papel, metal, plástico e vidro.

Se o seu município não tem coleta seletiva, procure fazer parcerias com cooperativas que recolhem lixo reciclável. No caso de clínicas em prédios comerciais, engaje a administração do condomínio no assunto.

Não se esqueça de dar destinação final adequada para resíduos como pilhas, óleos e, claro, lixo hospitalar.

 

3 – Papel

Imprima apenas o que é necessário e, sempre que possível, utilize frente e verso da página. Para anotações rápidas, incentive o uso de rascunhos.

 

4 – Iluminação

Aproveite a luz natural. Para as lâmpadas, uma opção é a tecnologia LED, que tem maior eficiência energética.

Lembre-se que a iluminação também influencia a percepção do paciente sobre a qualidade do cuidado.

 

5 – Computadores

Se não estiver usando o equipamento, desligue o monitor. Ao se ausentar por um período longo, desligue o computador. Passe essas instruções também aos profissionais da recepção.

 

6 – Refrigeração de ar

Use o ar-condicionado com moderação. Se a refrigeração artificial for indispensável, procure equipamentos com o selo Procel A, que consomem menos energia. Sempre que possível, dê preferência à ventilação natural.

 

7 – Água

Para reduzir o consumo, instale torneiras com fechamento automático e aeradores. Opte também por descargas com vazão reduzida.

Fique atento a vazamentos. De acordo com o instituto Akatu, o pinga-pinga da torneira desperdiça pelo menos 16 mil litros de água em um ano.

 

8 – Descartáveis

Diminua o uso de copos plásticos para água e café. Você, sua equipe e mesmo os pacientes podem utilizar belos copos de vidro e xícaras de porcelana.

 

9 – Diagnóstico

Para ser sustentável, pense também na cadeia de saúde. Um estudo americano mostra que 30% dos exames laboratoriais seriam dispensáveis.

Ao solicitar exames laboratoriais e de diagnóstico por imagem, baseie-se em evidências. Já há sociedades médicas que indicam solicitações que são desnecessárias (se interessa pelo tema? Clique aqui e leia o texto sobre Choosing Wisely). Antes de prescrever, confira com o próprio paciente se ele não fez esses exames recentemente, sob indicação de outro profissional.

 

10 – Medicamentos

A prescrição desnecessária de medicamentos também é um problema. No Reino Unido, estima-se que o desperdício de medicamentos gera uma perda anual de 300 milhões de libras. Além disso, vale lembrar que embalagens de remédios não podem ser recicladas.

Por isso, a prescrição medicamentosa deve ser feita na medida necessária. Na hora da consulta, antes de fazer uma nova prescrição, pergunte ao paciente se ele já tem o remédio em casa.

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