Vasectomia: confira as principais orientações aos pacientes

Reading Time: 3 minutesA vasectomia é um dos métodos mais seguros e eficazes quando o assunto é prevenção da gravidez. E não é só isso: um estudo publicado na Central European Journal of Urology mostrou que os homens que fizeram o procedimento tiveram resultados melhores em relação à função erétil, orgasmo, desejo e satisfação sexual.  Com o tempo,

Por: admin
Atualizado em: 04/02/2022
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A vasectomia é um dos métodos mais seguros e eficazes quando o assunto é prevenção da gravidez. E não é só isso: um estudo publicado na Central European Journal of Urology mostrou que os homens que fizeram o procedimento tiveram resultados melhores em relação à função erétil, orgasmo, desejo e satisfação sexual. 

Com o tempo, a técnica passou por inovações e, a cada ano que passa, mais homens se interessam pela vasectomia. No Brasil, desde 2001, a procura pelo procedimento cresceu mais de 300%, de acordo com dados do Sistema Único de Saúde (SUS). Ainda que os dados não incluam o impacto da pandemia, a vasectomia continua sendo muito visada e recomendada. 

Como é feita a vasectomia?

Na cirurgia, a equipe realiza uma anestesia local e retira um fragmento de cada um dos dois canais que levam os espermatozoides dos testículos ao pênis. O procedimento leva de 15 a 20 minutos e a pessoa é liberada no mesmo dia. Inclusive, a vasectomia raramente traz qualquer inconveniente ou complicações. 

Após a cirurgia, o homem continua a ejacular porque a maior parte do esperma vem da próstata e das vesículas seminais, mas sem espermatozoides.

Dúvidas dos pacientes

Uma questão que precisa ser tratada em consultório, antes do procedimento, é a possibilidade de falhas na cirurgia: apesar de raros, em cerca de 0,5% a 2% dos casos, os tubos deferentes podem se unir sozinhos e reverter a vasectomia sem necessidade de interferência médica.   

Um outro tópico que deve ser abordado é o consentimento do paciente (confira o modelo aqui). Além disso, é importante esclarecer os seguintes “mitos” relacionados à vasectomia, como:

  • a cirurgia não diminui a libido do homem;
  • também não causa impotência sexual e nem causa câncer;
  • a vasectomia não impede a parceira de engravidar no futuro;
  • o procedimento não diminui os testículos ou o pênis;
  • também não afeta a ereção e nem a ejaculação.

Vasectomia pode ser revertida

Uma dúvida bastante comum dos pacientes é em relação ao procedimento ser ou não permanente. É importante deixar claro que a vasectomia pode ser revertida a qualquer momento, mas o sucesso da operação não pode ser garantido.

“O fator decisivo é o tempo: se for após cinco anos da vasectomia, há sucesso em 80% dos casos, de 5 a 10 anos após a primeira operação, o sucesso já cai para 50%, se passar de 10 anos, apenas 30%”, afirmou Flávio Trigo, urologista do hospital Sírio-Libanês, ao UOL. 

O paciente deve ser orientado que a cirurgia de reversão da vasectomia é mais trabalhosa e demorada porque, dentre outros motivos, precisa de anestesia geral e é mais delicada, requisitando maiores tecnologias.

Consentimento da(o) parceira(o)

Embora existam projetos no Legislativo brasileiro propondo a mudança da Lei do Planejamento Familiar, procedimentos como a vasectomia e a laqueadura, que impactam a vida do casal, ainda precisam da autorização do parceiro ou da parceira. 

Além disso, o homem precisa ter 25 anos ou mais, pelo menos dois filhos vivos e o mínimo de 60 dias entre a manifestação do desejo pela cirurgia e o procedimento. 

Vida sexual depois da vasectomia

Depois do procedimento, é recomendado que o paciente passe de uma semana a um mês sem atividades sexuais. Após retomadas, é importante frisar a recomendação de outro método contraceptivo por, pelo menos, 40 dias – já que os espermatozoides podem continuar vivos no canal. 

Depois desse tempo, que compreende entre 20 e 30 ejaculações por relação ou masturbação, um espermograma deve ser realizado. Caso seja confirmada a ausência dos espermatozoides no esperma, a atividade sexual já pode ser retomada sem método aliado. 

No entanto, é fundamental reforçar aos pacientes que o procedimento não protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como herpes genital, gonorreia, HPV, HIV, sífilis, entre outras. Portanto, o uso do preservativo não deixa de ser essencial.

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