Campanha acabou, mas o alerta para o sarampo continua

Reading Time: 5 minutesCasos confirmados reacendem a atenção para uma das doenças mais contagiosas do mundo; vacinação segue disponível e deve ser atualizada conforme idade, histórico e situação epidemiológica.

Por: Daniele dos Santos Candido
Atualizado em: 21/09/2026
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Mulher sentada em casa usando um computador com site de informações de saúde na tela, em ambiente iluminado com plantas e família ao fundo.
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A campanha de atualização da caderneta terminou em 1º de setembro, mas a necessidade de manter as vacinas em dia continua. O aumento de casos de sarampo no Brasil e em outros países das Américas voltou a acender o alerta das autoridades de saúde para uma doença altamente contagiosa que parecia sob controle, mas voltou a circular, impulsionada principalmente por casos importados e pela queda na cobertura vacinal.

Para quem tem dúvidas sobre se está protegido ou precisa atualizar alguma dose, a orientação permanece a mesma: verificar a caderneta e procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). No caso do sarampo, a vacinação é a principal forma de prevenção, por meio da tríplice viral, que também protege contra a caxumba e a rubéola.

E o cuidado não se limita ao sarampo. Mesmo depois do fim da campanha, as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação continuam disponíveis nas UBS, de acordo com a idade e as indicações de cada imunizante. Entre elas está a pneumocócica 20-valente, incluída no calendário em junho e voltada à proteção de crianças menores de 5 anos contra pneumonias e meningites causadas pelo pneumococo.

A campanha funcionou como um chamado para colocar as doses atrasadas em dia, mas a vacinação não termina com ela: manter a caderneta atualizada é um cuidado contínuo ao longo da vida.

Quem deve tomar a vacina contra o sarampo?

Diante da confirmação de casos de sarampo em 2026, moradores da Capital paulista, de Guarulhos e de São Bernardo do Campo – cidades do Estado de São Paulo – foram alvo de uma estratégia especial de vacinação, definida pelo Ministério da Saúde diante do risco de disseminação do vírus. Mesmo após o fim da campanha de multivacinação, quem estiver com o esquema incompleto deve procurar uma unidade de saúde para verificar a necessidade de atualização das doses.

Em outras cidades, o esquema segue as recomendações do Programa Nacional de Imunizações por faixa etária: crianças tomam a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses; pessoas de 5 a 29 anos precisam comprovar duas doses; de 30 a 59 anos, uma dose; e profissionais de saúde devem ter duas doses, independentemente da idade. Em situações de surto ou maior risco epidemiológico, estados e municípios podem adotar estratégias adicionais de vacinação.

Quantas doses da tríplice viral são necessárias?

Isso depende da idade, do histórico vacinal e também da situação epidemiológica de onde a pessoa vive. Na vacinação de rotina, crianças precisam de duas doses da tríplice viral, aos 12 e 15 meses; pessoas de 5 a 29 anos devem ter duas doses registradas; e adultos de 30 a 59 anos, ao menos uma. Em locais com casos ou surtos, as autoridades de saúde podem recomendar doses ou estratégias adicionais, por isso vale confirmar a orientação vigente na unidade de saúde do município.

Quais são os sintomas do sarampo?

Transmitido por gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou simplesmente falar perto de outra pessoa, o sarampo está entre os vírus mais contagiosos que existem. Entre os sinais mais comuns da doença estão:

  • febre alta;
  • manchas avermelhadas que surgem primeiro no rosto e depois se espalham pelo corpo;
  • tosse persistente;
  • coriza;
  • olhos vermelhos e irritados (conjuntivite);
  • sensação geral de mal-estar.

Em alguns casos, a doença pode evoluir para complicações como pneumonia, infecções de ouvido e inflamação no cérebro, principalmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade. Quem apresentar esses sintomas deve procurar uma unidade de saúde para avaliação e evitar contato com outras pessoas até a confirmação do diagnóstico. As manchas geralmente aparecem alguns dias depois do início da febre e costumam começar no rosto e atrás das orelhas antes de se espalhar pelo corpo.

Gestantes e bebês podem tomar a vacina?

Gestantes não devem tomar a tríplice viral, já que ela é feita com vírus vivos atenuados. A contraindicação é adotada por precaução durante a gestação; os dados disponíveis não indicam aumento de complicações quando a vacina é aplicada inadvertidamente. O ideal é atualizar a caderneta de vacinação pelo menos um mês antes de engravidar. Já no pós-parto, quem estiver com o esquema incompleto pode ser vacinada.

Como o sistema imunológico dos recém-nascidos ainda está em formação, bebês com menos de 6 meses não entram no público-alvo da vacina. A tríplice viral é contraindicada nessa faixa etária, inclusive em situações de surto. Já para crianças de 6 a 11 meses, a chamada “dose zero” pode ser recomendada em localidades ou situações de maior risco epidemiológico. Essa dose adicional não substitui as vacinas previstas no calendário a partir dos 12 meses.

Quem tem alguma restrição de saúde pode se vacinar?

Pessoas com imunodepressão precisam de avaliação individual antes da vacinação, já que a indicação depende do grau de comprometimento do sistema imunológico e da condição clínica. O Ministério da Saúde orienta que esses casos sejam avaliados conforme os protocolos para pessoas com necessidades especiais de imunização.

Alergias também precisam ser analisadas de acordo com o componente envolvido e com o histórico da pessoa. Uma reação alérgica grave a uma dose anterior ou a algum componente da vacina exige avaliação antes de uma nova aplicação. Em caso de dúvida, a orientação é informar a equipe da unidade de vacinação sobre alergias e reações anteriores.

Ter febre ou uma doença aguda moderada ou grave pode levar ao adiamento da vacinação até a melhora do quadro. Já quadros leves, como um resfriado sem febre importante, geralmente não impedem a aplicação — mas a avaliação deve ser feita pela equipe de saúde.

Vacinação é segura?

Mulher sorridente em casa segurando um curativo no braço, possivelmente após vacinação; ambiente com sala de estar e plantas ao fundo.
Foto: Photoroyalty / Shutterstock / Modificada com IA

Sim e essa é uma das mensagens mais importantes. Desde o início da vacinação contra a Covid-19, diversas fake news passaram a circular sobre imunizantes em geral, do mito do microchip até a ideia de que a vacina poderia causar a própria doença que deveria prevenir. Esse tipo de desinformação tem consequências reais: no caso do sarampo, o desafio atual é alcançar e manter coberturas altas de forma homogênea em todo o país. 

Em 2025, a primeira dose da tríplice viral chegou a 92,66% de cobertura nacional e a segunda, a 78,02%, ainda abaixo da meta de 95%, especialmente na segunda dose e em muitos municípios.

Isso importa porque o sarampo é tão contagioso que bolsões de pessoas não vacinadas podem permitir a volta da transmissão mesmo quando a média nacional melhora. O Brasil continua sujeito à reintrodução do vírus por casos importados, especialmente quando encontra grupos suscetíveis.

As vacinas passam por rigorosos processos de teste e monitoramento antes e depois de chegarem à população, e seus efeitos colaterais mais comuns costumam ser leves, como dor no local da aplicação ou febre passageira.

Vacinar-se e manter a caderneta da família em dia segue sendo a forma mais segura e eficaz de evitar a circulação do vírus e proteger também quem não pode se vacinar, como bebês muito pequenos e gestantes. Se houver dúvida sobre doses anteriores ou ausência de comprovante, o melhor caminho é levar as informações disponíveis a uma unidade de saúde para que a equipe verifique qual esquema é indicado.

Dúvidas mais comuns

A vacinação contra o sarampo é recomendada para crianças a partir de 12 meses (primeira dose) e 15 meses (segunda dose), pessoas de 5 a 29 anos que precisam comprovar duas doses, adultos de 30 a 59 anos que devem ter ao menos uma dose, e profissionais de saúde que necessitam de duas doses independentemente da idade. Em situações de surto ou maior risco epidemiológico, como ocorreu em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo em 2026, as autoridades de saúde podem adotar estratégias adicionais de vacinação. Quem estiver com o esquema incompleto deve procurar uma Unidade Básica de Saúde para atualizar suas doses.

O número de doses depende da idade e do histórico vacinal. Crianças precisam de duas doses: aos 12 meses e aos 15 meses. Pessoas de 5 a 29 anos devem ter duas doses registradas, enquanto adultos de 30 a 59 anos precisam de ao menos uma dose. Em locais com casos ou surtos, as autoridades de saúde podem recomendar doses adicionais, portanto é importante confirmar a orientação vigente na unidade de saúde do seu município.

Os sintomas mais comuns do sarampo incluem febre alta, manchas avermelhadas que surgem primeiro no rosto e depois se espalham pelo corpo, tosse persistente, coriza, olhos vermelhos e irritados (conjuntivite) e sensação geral de mal-estar. As manchas geralmente aparecem alguns dias depois do início da febre. Em alguns casos, a doença pode evoluir para complicações graves como pneumonia, infecções de ouvido e inflamação no cérebro, principalmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade. Quem apresentar esses sintomas deve procurar uma unidade de saúde para avaliação.

Gestantes não devem tomar a tríplice viral, pois ela é feita com vírus vivos atenuados. O ideal é atualizar a caderneta de vacinação pelo menos um mês antes de engravidar. No pós-parto, gestantes com esquema incompleto podem ser vacinadas. Bebês com menos de 6 meses não devem receber a vacina, pois seu sistema imunológico ainda está em formação. Para crianças de 6 a 11 meses, a chamada 'dose zero' pode ser recomendada em localidades com maior risco epidemiológico, mas essa dose adicional não substitui as vacinas previstas no calendário a partir dos 12 meses.

Pessoas com imunodepressão precisam de avaliação individual antes da vacinação, pois a indicação depende do grau de comprometimento do sistema imunológico e da condição clínica. Alergias também precisam ser analisadas de acordo com o componente envolvido e o histórico da pessoa. Uma reação alérgica grave a uma dose anterior ou a algum componente da vacina exige avaliação antes de uma nova aplicação. Ter febre ou uma doença aguda moderada ou grave pode levar ao adiamento da vacinação até a melhora do quadro. Em caso de dúvida, é importante informar a equipe da unidade de vacinação sobre alergias e reações anteriores.

Embora a campanha de atualização da caderneta tenha terminado em 1º de setembro, a necessidade de manter as vacinas em dia continua. O sarampo voltou a circular no Brasil e em outros países das Américas, impulsionado principalmente por casos importados e pela queda na cobertura vacinal. Em 2025, a primeira dose da tríplice viral chegou a 92,66% de cobertura nacional e a segunda a apenas 78,02%, ainda abaixo da meta de 95%. Como o sarampo é altamente contagioso, bolsões de pessoas não vacinadas podem permitir a volta da transmissão mesmo quando a média nacional melhora.

Sim, a vacinação é segura. As vacinas passam por rigorosos processos de teste e monitoramento antes e depois de chegarem à população. Os efeitos colaterais mais comuns costumam ser leves, como dor no local da aplicação ou febre passageira. Apesar de desinformações que circulam sobre imunizantes em geral, os dados científicos comprovam a segurança e eficácia da vacinação. Vacinar-se e manter a caderneta da família em dia segue sendo a forma mais segura e eficaz de evitar a circulação do vírus e proteger também quem não pode se vacinar, como bebês muito pequenos e gestantes.

O sarampo é transmitido por gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou simplesmente falar perto de outra pessoa, o que o torna um dos vírus mais contagiosos que existem. Por essa alta transmissibilidade, manter coberturas vacinais altas e homogêneas em todo o país é fundamental para evitar a reintrodução do vírus, especialmente quando há casos importados que encontram grupos suscetíveis. Quem apresentar sintomas de sarampo deve procurar uma unidade de saúde para avaliação e evitar contato com outras pessoas até a confirmação do diagnóstico.

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