Longevidade: um desafio de planejamento para as famílias brasileiras

Reading Time: 3 minutesQuase 9 em cada 10 brasileiros dependem só do INSS na aposentadoria. Head de previdência da Seguros Unimed explica os erros mais comuns e como se planejar para uma longevidade mais longa.

Por: Carolyne Oliveira
Atualizado em: 22/09/2026
3 min
Luciano Silva, head de previdência da Seguros Unimed (Foto: Acervo Pessoal)
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Os brasileiros estão vivendo cada vez mais, mas a maioria ainda não se prepara financeiramente para uma aposentadoria que pode durar 20, 30 ou até mais anos. O aumento da expectativa de vida no Brasil que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está em 76,6 anos e  traz novos desafios relacionados à renda, saúde e qualidade de vida, tornando o planejamento de longo prazo cada vez mais importante. 

Dados do IBGE, divulgados em agosto de 2026, apontam o aumento populacional, com registro de 214,2 milhões de habitantes, e ressalta que os idosos de 60 anos ou mais já são o dobro dos jovens de 16 a 24 anos. Há 20 anos, essa estatística era oposta.

Foi considerando esse cenário de novos desafios no planejamento financeiro da família brasileira que entrevistamos Luciano Silva, head de previdência da Seguros Unimed. A conversa destaca como a longevidade está mudando a forma de pensar a aposentadoria, quais são os principais erros cometidos pelos brasileiros e como a previdência privada pode contribuir para uma vida mais segura e independente na terceira idade.

Confira abaixo:

1.Como o aumento da expectativa de vida tem mudado a forma como os brasileiros precisam planejar a aposentadoria?

Luciano Silva: O envelhecimento populacional deixou de ser uma transformação estrutural e se tornou uma realidade no país. Projeções da OMS apontam que os idosos representarão cerca de 30% dos brasileiros até 2050. Com esse novo panorama, o planejamento do amanhã deixa de ser uma opção e exige soluções urgentes. 

É preciso um amparo financeiro sólido para que essa longevidade, no longo prazo, seja vivenciada em uma moradia, com acesso a uma saúde de qualidade, cujos custos tendem a se elevar exponencialmente, e a manutenção do padrão de vida que garanta um envelhecimento ativo e digno.

2.Quais são os principais erros que as pessoas ainda cometem quando pensam no planejamento para a longevidade?

Luciano: Sem o devido preparo econômico, o principal obstáculo é a carência de educação financeira, que não faz parte da cultura imediatista da sociedade brasileira.

Em uma recente pesquisa da Anbima, em parceria com o Datafolha, o Raio X do Investidor Brasileiro, apresenta um resultado preocupante. Parte dos brasileiros questionados no estudo adiam a preparação para a aposentadoria por urgências financeiras do presente. Embora muitos brasileiros não desejem depender exclusivamente do governo no futuro, quase 9 em cada 10 acabam dependendo 100% do INSS ao atingir a terceira idade pela falta de acúmulo prévio em produtos financeiros de longo prazo. 

Essa mentalidade imediatista gera um erro de percepção grave: a tendência de compreender de forma equivocada os mecanismos de previdência privada complementar e os seguros de proteção familiar, rotulando-os como “gastos” ou despesas supérfluas no orçamento mensal.

A desconstrução dessa cultura de risco exige um esforço contínuo de conscientização para posicionar esses produtos como instrumentos indispensáveis para a manutenção do padrão de vida após o encerramento do ciclo de trabalho ativo. 

3.Como a previdência privada pode ajudar a garantir uma renda mais estável durante uma aposentadoria cada vez mais longa?

Luciano: A previdência privada atua como o principal instrumento estratégico e urgente para conferir estabilidade, previsibilidade e autonomia à vida financeira na maturidade, protegendo o indivíduo das severas limitações estruturais da previdência pública (INSS).

Soluções como o VGBL Unimed Coop, lançado recentemente pela Seguros Unimed, trazem eficiência fiscal ao eliminar o recolhimento semestral antecipado (come-cotas), garantindo que os juros compostos trabalhem com capacidade máxima e gerem um patrimônio significativamente maior a longo prazo, além de não entrar em inventário na sucessão patrimonial.

À medida que a aposentadoria se estende no tempo, contar com uma fonte de renda privada garante que o segurado mantenha seu padrão de consumo sem depender exclusivamente de benefícios públicos defasados.

4.Em que momento da vida o brasileiro deveria começar a se preparar financeiramente para a aposentadoria?

Luciano: A organização financeira e a estruturação de longo prazo para a longevidade devem começar o mais cedo possível. Embora o tema da aposentadoria pareça distante para o público mais jovem que está ingressando no mercado corporativo, começar a investir precocemente na previdência privada é o diferencial definitivo para a saúde financeira do amanhã. 

5.Que conselho vocês dariam para quem deseja chegar à longevidade com mais autonomia financeira e qualidade de vida?

Luciano: O conselho fundamental é buscar o suporte consultivo de profissionais e especialistas. Esse profissional não deve ser visto apenas como um vendedor, mas como um verdadeiro consultor, qualificado para desenhar estratégias personalizadas de proteção integral que alinhem perfeitamente a saúde física e as metas financeiras do cliente.

Não apenas para temas como previdência privada, mas em seguros com coberturas em vida (como proteção para Doenças Graves e o Serit, que garante a renda de autônomos sem cancelamento por limite de idade), transformando essas soluções em suportes tangíveis que blindam o futuro econômico. Dessa forma, as soluções de proteção deixam de ser conceitos abstratos e tornam-se suportes reais e tangíveis que blindam o futuro econômico do cliente de ponta a ponta.

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